a inércia faz-nos mal

caiu um catano do quadro, metade em cima de mim e a outra metade para cima do alarme que começou a disparar. o fdp pesa aí uns 15 kl (felizmente não tem moldura) e tem valor, mas só me apeteceu dar-lhe um chuto naquele momento. bom, nada a fazer: o buraco estava largo demais e só tinha um prego (grande, é certo) a sustê-lo. Mas derivado de estar incrustrado numa parede falsa, o buraco tornou-se gigante e, com o peso do quadro, caía areia à volta (ele já tinha caído uma vez o ano passado e as paredes falsas são uma bosta). 

deixei-o lá no chão, naquele momento estava demasiado fodida ocupada para tratar dele. 

a questão é que o sítio onde ele está é um local de passagem e toda a gente viu o quadro no chão e durante 24 horas ninguém se voluntariou a repôr o quadro, nem sequer o fulano que vem cá diariamente fazer a manutenção. 

bom, toda a gente sabe onde está a caixa de ferramentas, mas o trabalho sujo fica sempre para as secretárias (já não conseguia ver o quadro ali no chão, feria-me os olhos). muni-me de tudo: aspirador, escadote, pregos e martelo, e a minha solução foi fazer dois buracos paralelos ao que está todo lixado, para o raio do quadro ficar ali mais uns, digamos, 2 ou 3 meses). bom, na verdade, ficou a parecer o símbolo das olimpíadas (vamos esperar que ele não caia) (pelo menos não em cima de mim)

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